Para de Betti, churrasco é algo antropológico, está no nosso DNA e tem muito a ver com respeito ao animal e à comida

Por em 3 de setembro de 2018

Trata-se do terceiro ano consecutivo do especialista no estande da ABHB

E foi na última quinta-feira (30) pela manhã, em parceria com a Valleé, que o especialista em carnes Rogério Betti ministrou mais um curso sobre carnes e preparo de churrasco durante uma programação da ABHB na Expointer. Em parceria com o Frigorífico Silva, preparou cortes dry aged, além de picanha, t-bone e entrecot Best Beef Hereford que foram saboreadas pelas dezenas de participantes que prestigiaram o estande no dia, entre eles criadores, empresários e influenciadores digitais.

Rogério Betti com o presidente da ABHB, Luciano Dornelles

Antes disso, um momento especial para falar sobre a cultura da carne, do gado e do assado. “Churrasco é dividir, compartilhar, vivenciar um momento importante ao redor do fogo. Ele alimenta a alma, não é só sentar e comer a carne”, disse ele ao emendar: “Eu tenho certeza de que o churrasco é algo antropológico, está no nosso DNA e para nós tem muito a ver com respeito ao animal, respeito à comida”.

Um dos idealizadores da Churrascada, evento carnívoro organizado junto com Felipe Aversa e Gustavo Bottino, Betti admitiu ficar muito feliz com a valorização atual do churrasco, do churrasqueiro e do açougueiro. “Brasil todo só tem a ganhar com isso e os apaixonados por carne com certeza vão comer carnes melhores, já que nos últimos cinco anos o brasileiro passou a prestar realmente a atenção e produzir uma carne de alta qualidade”.

Nesse período também, pecuaristas sonhadores e idealistas começaram a colher os resultados dos investimentos em busca de animais e carnes de qualidade, ou seja, as pesquisas e investimentos em genética, manejo e alimentação começaram a produzir uma carne macia e saborosa aqui no Brasil. Hoje temos um produto de alta qualidade, relacionado ao terroir, e um consumidor disposto a pagar por isso, compondo um mercado de nicho que normalmente representa até 5% do mercado total. “Pessoas que valorizam aquilo que estão consumindo, buscam qualidade e estão dispostas a pagar mais por isso”, admitiu.

Ele também agradeceu a ABHB pelo apoio e parceria de sempre, assim como ao Frigorífico Silva que ofereceu as carnes no Curso e na Churrascada, quando foi lançado o primeiro dry aged best beef Hereford certificado do Brasil, além do abate de lote reservado realizado na semana passada. “O primeiro de muitos, se Deus quiser”, disse ele.

Com criadores e diretoria da ABHB prestes a degustar um dry aged best beef hereford

Sobre visitar a maior Exposição Agropecuária a céu aberto da América Latina pelo terceiro ano consecutivo, foi enfático: “é muito importante visitar a Expointer, mais do que isso é ver a paixão do gaúcho quando fala do gado, do pasto nativo, é disso que o Brasil precisa. Gente que acredita e que valoriza a qualidade do nosso rebanho”.

A atividade ainda contou com o apoio da cerveja Coruja, que ofereceu degustação no dia.

Por Tatiana Feldens, reg. Prof. 13.654

Ascom ABHB

 

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